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Mulher é assassinada no Rio mesmo com medida protetiva

Crime ocorre no dia em que Lula sanciona pacto contra feminicídio

05/02/2026 às 10:05
Por: Redação

Uma mulher, Amanda Loureiro da Silva Mendes, de 25 anos, foi vítima de feminicídio no bairro de Quintino, no Rio de Janeiro. O crime ocorreu mesmo com uma medida protetiva em vigor contra seu ex-marido.

 

O trágico incidente teve lugar logo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinar um decreto instituindo o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, destacando a importância da responsabilidade masculina na luta contra essa violência.

 

Amanda foi abordada pelo ex-marido armado, poucos metros de seu local de trabalho. As câmeras de segurança registraram a rápida discussão antes do homem disparar contra ela. Ferida, Amanda foi encaminhada a uma unidade de saúde, mas não resistiu. O suspeito foi detido cedo, no bairro vizinho de Madureira.

 

A investigação revelou um relacionamento de sete anos entre a vítima e o agressor, com dois filhos. A separação ocorreu há quatro meses, mas o ex-marido não aceitava o término, desconsiderando repetidamente a medida protetiva.

 

O homem já tinha uma condenação por homicídio de 2019 e possuía registros por porte ilegal de arma e violência doméstica. A análise das filmagens das câmeras de segurança foi vital para a localização e prisão do agressor.

 

Violência contra a mulher em alta

De janeiro a novembro de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro registrou mais de 71 mil casos de violência doméstica contra a mulher.

 

O Observatório de Violência contra a Mulher do Rio de Janeiro frisa que medidas protetivas devem ser solicitadas em casos de agressão física, ameaças ou coerção sexual, além de situações em que a vítima tenha dinheiro, cartões ou celulares retidos pelo agressor, ou experiências de outros comportamentos violentos.

 

Pacto Nacional

O pacto sancionado pelo presidente Lula visa a uma atuação coordenada entre os Três Poderes para prevenir a violência contra meninas e mulheres no Brasil. Uma inovação do pacto é a ênfase na responsabilização compartilhada, reconhecendo que a defesa das mulheres não é uma tarefa exclusiva delas.

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