Exportações de MS atingem recorde histórico de 10,7 bilhões de dólares

Celulose lidera as vendas internacionais do estado, seguida por soja e carne bovina

07/01/2026 às 10:42
Por: Redação

Em 2025, Mato Grosso do Sul teve um desempenho recorde em exportações, alcançando a cifra inédita de 10,7 bilhões de dólares em vendas externas. Este resultado supera a marca anterior de 2023, quando o estado exportou 10,6 bilhões de dólares, representando um crescimento de 7,51% em relação a 2024.

 

O levantamento foi divulgado na Carta de Conjuntura do Comércio Exterior, elaborado pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc, com base nos dados do ComexStat fornecidos pelo Governo Federal. A pauta de exportações do estado continua a se concentrar em três grandes setores. A celulose desponta em primeiro lugar, contribuindo com 28,98% no total exportado em 2025, impulsionada por significativos investimentos industriais em andamento.

 

Principais produtos exportados e reações econômicas

Logo após a celulose, a soja responde por cerca de 22% e a carne bovina por aproximadamente 17% das exportações. "Essas três cadeias são fundamentais para a economia do estado devido ao seu impacto na geração de renda, empregos e divisas", destacou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.


"Superamos desafios internacionais importantes em 2025, incluindo restrições comerciais dos Estados Unidos, nosso segundo maior mercado na carne bovina", afirmou Verruck.


Na análise do secretário, a adaptação rápida da economia local a esses desafios foi crucial para o sucesso. A Celulose, por exemplo, foi redirecionada a outros mercados, evitando maior impacto das restrições americanas. A China lidera como principal destino das exportações, com 48,57% de participação, seguida pelos Estados Unidos.

 

Dados regionais e infraestrutura logística

A cidade de Três Lagoas se manteve como a maior exportadora do Mato Grosso do Sul, com 19,68% das vendas externas totais, devido à forte presença da indústria de celulose. Ribas do Rio Pardo vem na sequência, impulsionada por atividades florestais e industriais, superando Dourados e Campo Grande.


"Diferentemente da concentração da celulose, a soja é cultivada em mais de 60% dos municípios, o que explica a distribuição regional", comentou Verruck.


A logística também foi essencial para o aumento das exportações. O Porto de Santos se destacou, canalizando cerca de 38% das exportações, seguido por Paranaguá com 33% e São Francisco do Sul respondendo por 12%. Esse desempenho foi favorecido pela infraestrutura de transporte, com ênfase no ferroviário e na navegação pelo Rio Paraguai, fundamental para as exportações de minério de ferro, que superaram 8 milhões de toneladas.

 

As importações do estado em 2025 somaram 2,8 bilhões de dólares, uma redução de 3,4% em relação ao ano anterior. Gás natural foi o principal item importado, mesmo com a contração no volume, junto com máquinas para a indústria de papel e celulose e cobre, refletindo a consolidada indústria de fios de cobre local.

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