
A dupla brasileira formada pela carioca Carol Solberg e pela cearense Rebecca, que ocupa a vice-liderança do ranking mundial, alcançou um feito histórico ao conquistar a medalha de bronze no Mundial de vôlei de praia de 2025, realizado em Adelaide, Austrália. Este foi o primeiro pódio das atletas na competição e a única medalha obtida pelo Brasil no evento, destacando-se como um momento significativo para o esporte nacional no cenário internacional.
A vitória que garantiu o bronze ocorreu em um confronto emocionante contra as também brasileiras Thâmela e Vic, que são a dupla número um do mundo. Carol e Rebecca superaram suas compatriotas por 2 sets a 0, com parciais de 21/18 e 22/20, demonstrando grande habilidade e resiliência na disputa. O título mundial feminino ficou com as letãs Tina e Anastasija, que venceram as norte-americanas Nuss e Brasher por 2 a 1, com parciais de 21/15, 15/21 e 15/11, em uma final igualmente disputada.
Para Carol Solberg, esta medalha representa o ápice de uma trajetória consistente em Mundiais. Anteriormente, a atleta havia chegado às quartas de final em duas ocasiões: a primeira em 2007, quando jogava ao lado de Maria Elisa, e novamente dez anos depois, em 2017, formando dupla com Maria Antonelli. Rebecca, por sua vez, registrou participações em oitavas de final nos anos de 2019, 2022 e 2023, mostrando uma evolução contínua até o pódio inédito de 2025.
“A conquista do bronze em um Mundial é o reconhecimento de anos de dedicação e trabalho árduo, marcando uma nova fase para a dupla”, afirmou a equipe técnica.
Além da performance de Carol e Rebecca, a disputa feminina do Mundial de 2025 contou com outras duplas brasileiras de destaque. As campeãs olímpicas Duda e Ana Patrícia, infelizmente, precisaram desistir da competição nas quartas de final devido a uma lesão, enquanto a parceria de Vitória e Hegê também representou o país com garra e determinação.
No torneio masculino, o Brasil foi representado por três fortes duplas: André e Renato, George e Saymon, e Evandro e Arthur Lanci. Apesar do esforço e talento demonstrados, as duplas brasileiras não conseguiram alcançar o pódio nesta edição do Mundial, mas participaram ativamente das fases decisivas da competição internacional.
Os suecos Ahman e Hellvig, atuais campeões olímpicos, confirmaram seu favoritismo e conquistaram o título mundial masculino, solidificando sua posição de liderança no esporte.
A final masculina foi um embate escandinavo, com Ahman e Hellvig derrotando seus compatriotas Hölting Nilsson e Andersson por 2 sets a 0, com parciais de 25/23 e 21/19, em uma partida de alto nível técnico. A medalha de bronze masculina foi assegurada pela dupla francesa Rotar e Gauthier-Rat, que superou os alemães Ehlers e Wickler com uma vitória por 2 a 0, com placares de 21/15 e 21/15, completando assim o quadro de medalhistas do campeonato.